domingo, 24 de junho de 2007

Mais uma de amor?



Não conheço o teu rosto de prazer, mas deve estar dentro desta frase. Queres existir nesta folha do tempo que viaja dentro da minha mente? Vou pôr um livro nas tuas mãos enquanto te despes.
Não quero que me ames se pensas que o amor é para sempre. Tenho uma idéia da minha vida que nem sequer é verdadeira. Uma história de amor.

E se eu te dissesse que amamos sempre pelas razões erradas? Os erros eternos fazem grandes histórias de amor. Não tenho uma imagem do teu sorriso. Não tenho um desenho da tua boca. Desejas amar-me em que sentido?

Que tempo queres que exista para se dar o encontro?Um nevoeiro corporal em tudo o que nos espera. Tenho as tuas palavras, mas esvaziei-as da emoção que traziam. No fundo és uma luz no desejo de não existires. E eu escrevo este tempo perdido no corpo que procuro. Se eu deixasse de pensar e escrever, eu sei, tu não sentirias medo.
O espetáculo burlesco que vai à minha cabeça. Esta manhã vi em teu rosto em todas as mulheres com quem me cruzei na rua. É uma espécie de escrita em que vou abandonando pequenos pensamentos que não acho interessante. No fim fiquei sem nada, mulher nua com um livro a ser lido. Tu amas o tempo e eu não vivo no teu tempo.
Tu amas as minhas palavras e eu não sou as palavras que escrevo. O amor e a literatura são parecidos na mentira. E é sempre triste não amar alguém porque se tem medo da mentira.
Tenho saudades dos teus dias passados longe da minha vida, é uma verdade. Se isso não chega para se sentir o amor, nunca poderei amar a tua liberdade. Mulher no tempo com livro aberto no coração nu. Um dia encontrar-te-ei dentro duma frase que fale de amor.


Fernando Esteves Pinto

sábado, 10 de março de 2007

POESIA DA VIDA


Mãos de sangue, profundo corte, é assim que seu pulso grita.

Sobre folhas sujas escritas por uma caneta antiga, acompanhada de Flores mortas e frias.

No quarto isolado nada mais tem vida.

Sorriso e felicidade não fazem mais companhia, nem a luz da lua representa uma vida.

Paralisado e atormentado o poeta lê suas antigas escritas

Acompanhado somente pela melodia da sua agonia.

Com lágrimas nos olhos, ele lê as últimas frases da sua melhor poesia.

Marcas no corpo representando a triste despedida

Anjos e Demônios lutando para conseguirem o que restou da sua vida.

Olhos brancos, lágrimas negras

Lendo o que mais te traz agonia.

É o triste fim, de uma vida de poesias.



Por Fábio Góis

sexta-feira, 2 de março de 2007

DRAGÃO, A MINHA TATUAGEM!


O dragão possui várias correspondências: na psicologia é o medo do incesto, ou o caos do inconsciente, mal. Na alquimia, se relaciona como um dos vários nomes da prima matter. Pode representar o sexo e guerra e o guadião da vida. Seu sangue é um talismã poderoso que nos garante boa sorte e saúde podendo infligir feridas incuráveis se banhado nele. Está associado com as profundezas desconhecidas dos mares, com o cume das montanhas e com as nuvens. Herois lutam com os dragões para ganhar controle sobre um território, assim como também os dragões são os guardiões de tesouros, sejam eles materias (ouro) ou simbolicos (conhecimento). Matar o dragão é o conflito entre a luz e escuridão, é exterminar as forças do mal é um símbolo complexo, combinando uma imagem de serpente e outra de pássaro. Juntas elas formam um dos monstros mais poderosos desde a antiguidade. O dragão é símbolo do mal, tanto nas tradicões Cristãs quanto nas pagãs. No Oriente ele representa poderes sobrenaturais, sabedoria, força e conhecimento oculto. Em quase todas as tradições ele é a própria encorporação do caos e da natureza indomada.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

.........




Sei porque venho aqui!


Porque quero escrever sobre algo que não falo.


Não falo a ninguém, não se sinta menor...


Sei porque venho aqui!


Para contar os meus segredos,


As minhas alegrias, as minhas questões


Gosto sim, e não me importo.


Não me importo que leias!


Sim tu, aquele e aquela que me lê agora, eu realmente não me importo.


Não me importo muitas vezes porque não te conheço.


E quem me conhece, não vem aqui...


Umas vem, uma apenas,que desapareceu, que não gostou da minha amizade...


Ah! Pobre de mim, tenha paciência, uns vão e logo, outros vem.


Gosto de escrever, de deitar tudo cá para fora,


Aos que aqui já escrevi, sabem uma coisa?


Eu nunca me esqueço das minhas palavras,


E nem as dos outros também, tenho uma memória terrível!


Não perdoa, sabe que está certa, e sabes que isso é duro,


Mantenho poucas expectativas, isso já aprendi,


Mas o que mais gosto de fazer, é conhecer-me!


Conhecer-me através do outro, através do mundo!


Adoro descobertas, degraus!


Sejam elas passionais ou sejam intelectuais.


Agora sabes do que gostaria de aprender?


A ser poeta....Isso mesmo!


E então lá iria eu num incessante diálogo comigo


Mas por hoje chega, só por hoje!


A semana passada não foi tão boa,


Mas agora me diverto bastante,


Até já consegui sorrir também, de manhã e quando adormeço


E é muito bom sorrir, ficamos com brilho nos olhos


Com o coração presente e a vida insiste em correr


Melhor assim.


Agora chega!

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Poema Conhecido de um autor desconhecido!???


Crescia por dentro, como um fogo em brasa ao vento.

Lento comia pelas entranhas como vermes vivos festivos num banquete farto de carne putrefacta.

Térmitas na madeira, acido na pele, lixívia no estômago. Queimava.

Ora penetrava roendo nas paredes do coração, como subia pelo estômago deixando em ferida e carne viva as paredes intestinais.

Rastejava lentamente num trilho de sangue, pela traqueia acima dificultando a fala, enrolando-se na língua e deixando-a seca.

Por vezes entrava até no cérebro... onde furava a massa viscosa e mole do pensamento e se alojava no cerebelo junto às emoções mais primárias.

Era um verme nojento, um parasita. Dominava o hospedeiro a seu bel-prazer, controlando os pensamentos, os movimentos, até o ritmo cardíaco.

Os infectados agiam todos da mesma forma, como máquinas programadas.

Ficavam imbecis, dóceis e controláveis. Tinham um brilho estranho no olhar, e uma eloquência fluente no discurso.

Tanta que ao falarem uns com os outros, o diálogo parecia erudita poesia ou mesmo musica. Quando o parasita não conseguia atingir o seu propósito o hospedeiro enlouquecia, entrava num processo de auto-destruição esquizofrénico, quase sempre irreversível.

O seu objetivo era simples, multiplicar-se desenfreadamente e tomar conta do mundo...

A ciência chamou-lhe amor

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

ONLY TIME - ENYA


Only Time (Tema do filme Doce Novembro)
Enya


Quem pode dizeraonde vai a estrada ?

Para onde vão os dias ?

Só o tempo

E quem pode dizer se o seu amor crescerá conforme seu coração quiser ?

Só o tempo

Quem pode dizer porque seu coração suspira conforme seu coração flutua ?

Só o tempo

E quem pode dizer porque seu coração chora quando seu amor morre?

Só o tempo

Quem pode dizer quando os caminhos se cruzamque o amor deve estarem seu coração ?

E quem pode dizer quando o dia termina se a noite guarda todo o seu coração ?

Quem pode dizer se o seu amor crescerác onforme seu coração quiser ?

Só o tempo

E quem pode dizer aonde vai a estrada ?

Para onde vão os dias ?

Só o tempo

Quem sabe - Só o tempo

Quem sabe - Só o tempo

O AMOR DE JULIETA E ROMEU


Superando o amor romântico

Luis Fernando Veríssimo


Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor? São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno?


Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão. Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.


Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saia sexta feira a noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00 da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta). Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estrias e celulite e histérica com muita coisa para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém.Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.


Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi a uma despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha...Por essas e por outras que eles morreram se amando...