sábado, 10 de março de 2007

POESIA DA VIDA


Mãos de sangue, profundo corte, é assim que seu pulso grita.

Sobre folhas sujas escritas por uma caneta antiga, acompanhada de Flores mortas e frias.

No quarto isolado nada mais tem vida.

Sorriso e felicidade não fazem mais companhia, nem a luz da lua representa uma vida.

Paralisado e atormentado o poeta lê suas antigas escritas

Acompanhado somente pela melodia da sua agonia.

Com lágrimas nos olhos, ele lê as últimas frases da sua melhor poesia.

Marcas no corpo representando a triste despedida

Anjos e Demônios lutando para conseguirem o que restou da sua vida.

Olhos brancos, lágrimas negras

Lendo o que mais te traz agonia.

É o triste fim, de uma vida de poesias.



Por Fábio Góis

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