domingo, 25 de fevereiro de 2007

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Sei porque venho aqui!
Porque quero escrever sobre algo que não falo.
Não falo a ninguém, não se sinta menor...
Sei porque venho aqui!
Para contar os meus segredos,
As minhas alegrias, as minhas questões
Gosto sim, e não me importo.
Não me importo que leias!
Sim tu, aquele e aquela que me lê agora, eu realmente não me importo.
Não me importo muitas vezes porque não te conheço.
E quem me conhece, não vem aqui...
Umas vem, uma apenas,que desapareceu, que não gostou da minha amizade...
Ah! Pobre de mim, tenha paciência, uns vão e logo, outros vem.
Gosto de escrever, de deitar tudo cá para fora,
Aos que aqui já escrevi, sabem uma coisa?
Eu nunca me esqueço das minhas palavras,
E nem as dos outros também, tenho uma memória terrível!
Não perdoa, sabe que está certa, e sabes que isso é duro,
Mantenho poucas expectativas, isso já aprendi,
Mas o que mais gosto de fazer, é conhecer-me!
Conhecer-me através do outro, através do mundo!
Adoro descobertas, degraus!
Sejam elas passionais ou sejam intelectuais.
Agora sabes do que gostaria de aprender?
A ser poeta....Isso mesmo!
E então lá iria eu num incessante diálogo comigo
Mas por hoje chega, só por hoje!
A semana passada não foi tão boa,
Mas agora me diverto bastante,
Até já consegui sorrir também, de manhã e quando adormeço
E é muito bom sorrir, ficamos com brilho nos olhos
Com o coração presente e a vida insiste em correr
Melhor assim.

Agora chega!

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Poema Conhecido de um autor desconhecido!???


Crescia por dentro, como um fogo em brasa ao vento.

Lento comia pelas entranhas como vermes vivos festivos num banquete farto de carne putrefacta.

Térmitas na madeira, acido na pele, lixívia no estômago. Queimava.

Ora penetrava roendo nas paredes do coração, como subia pelo estômago deixando em ferida e carne viva as paredes intestinais.

Rastejava lentamente num trilho de sangue, pela traqueia acima dificultando a fala, enrolando-se na língua e deixando-a seca.

Por vezes entrava até no cérebro... onde furava a massa viscosa e mole do pensamento e se alojava no cerebelo junto às emoções mais primárias.

Era um verme nojento, um parasita. Dominava o hospedeiro a seu bel-prazer, controlando os pensamentos, os movimentos, até o ritmo cardíaco.

Os infectados agiam todos da mesma forma, como máquinas programadas.

Ficavam imbecis, dóceis e controláveis. Tinham um brilho estranho no olhar, e uma eloquência fluente no discurso.

Tanta que ao falarem uns com os outros, o diálogo parecia erudita poesia ou mesmo musica. Quando o parasita não conseguia atingir o seu propósito o hospedeiro enlouquecia, entrava num processo de auto-destruição esquizofrénico, quase sempre irreversível.

O seu objetivo era simples, multiplicar-se desenfreadamente e tomar conta do mundo...

A ciência chamou-lhe amor

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

ONLY TIME - ENYA



Only Time (Tema do filme Doce Novembro)
Enya



Quem pode dizer aonde vai a estrada ?

Para onde vão os dias ?

Só o tempo

E quem pode dizer se o seu amor crescerá conforme seu coração quiser ?

Só o tempo

Quem pode dizer porque seu coração suspira conforme seu coração flutua ?

Só o tempo

E quem pode dizer porque seu coração chora quando seu amor morre?

Só o tempo

Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam que o amor deve estarem seu coração ?

E quem pode dizer quando o dia termina se a noite guarda todo o seu coração ?

Quem pode dizer se o seu amor crescerác onforme seu coração quiser ?

Só o tempo

E quem pode dizer aonde vai a estrada ?

Para onde vão os dias ?

Só o tempo

Quem sabe - Só o tempo

Quem sabe - Só o tempo

O AMOR DE JULIETA E ROMEU


Superando o amor romântico

Luis Fernando Veríssimo


Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor? São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno?


Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão. Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.


Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saia sexta feira a noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00 da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta). Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estrias e celulite e histérica com muita coisa para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém.Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.


Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi a uma despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha...Por essas e por outras que eles morreram se amando...

domingo, 4 de fevereiro de 2007


Em meio à tanta pedofilia, crimes de direitos autorais, tanta coisa fútil que navegam pela web, não serei apenas mais um pragmático e verei também o novo mundo que a internet nos traz diaraimente, byte à byte. Coloca-nos dentro de um novo patamar de sociabilidade, sociedade e cultura... Traz tudo, cabendo a cada um filtar o que te leva interesse. Esse texto que vou postar é um bom exemplo que vem a justificar meu pensamento, eu aqui dentro de um quarto e que não sei nada sobre seu autor(a), nem mesmo ano ou circunstância que foi escrito...simplesmente adoro e vou compartilhar! E isso que nos foi dado é uma grande benção da "www"!





***



De súbito sabemos que é já tarde. Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos. Que não será aqui a nossa festa.
De súbito chegamos, a saber, que andávamos sozinhos. De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos. A solidão deixou de ser um nome apenas. Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói. Dói tanto! E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor, e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós. Temos de ter, necessariamente, uma alma. Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo? Rimos e sabemos que não é verdade. Falamos e sabemos que não somos nós quem fala. Já não acreditamos naquilo que todos dizem. Os jornais caem-nos das mãos. Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.
Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos. Como os outros. Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente. Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco. Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante onde temos uma herança de nobreza a receber. O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa. Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.
E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado. Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído, uma vontade grande de não mais ter medo, o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda. E perguntar o caminho.
Ficamos, a saber, que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias. E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa. Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece, mas sabemos que também isso é um ponto da viagem e que não nos podemos deter aí.
Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas. Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início. Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate. Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir... Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons. De complicar a vida. De dar até que comece a doer-nos. E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo.
Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.

sábado, 3 de fevereiro de 2007


Flores De Cemitério
Poema da autoria de Rikardo Arregi


Sobre algumas campas apenas musgos, sinal do cuidadoso esquecimento. Sobre outras campas, flores murchas, vigilante a recordação descuidada, nem todos os mortos são iguais. E le pauvre Apollinaire, que faz aquie que faz aqui le pauvre Thierry que fazem aqui misturados os mortos e os vivos sempre diferentes e sempre iguais.

Ao tomar ar, junto com o odor do cemitério aspiramos até ao fundo os desejos de todos nós. As rosas desfizeram-se sobre as lápides, não assim essas humildes flores silvestres que passaram o inverno adormecidas em pequenos prados, insignificantes florzinhasmas vivas: amarelas, diminutas .

E, depois, recordarei estes céus a chuva de hoje, estas horas e, por que não os corpos hospitaleiros que ainda continuam vivos! Ridículos os consolos dos lábios e os olhos não vêem senão palavras dúvidas que não são dúvida, comentou alguém. E, de imediato, os rectos ciprestes apanharam um taxi e foram para a cidade em busca de quê, em busca de quê ?
Sobre a folhagem vejo frequentementerestos vivos de todos nós e nas pedras partidas sujos rostos de desconhecidos cadáveres formosos em nenhum lugar como se fossem as linhas doridas de uma mão atravesso, tudo está já adivinhadoos estreitos e húmidos caminhos entre as campas. A vida quotidiana aproxima-se correndo.




Bom, há anos tive a idéia de fazer um blog! Um local onde pudesse expor minhas opiniões, razões, angústias, felicidades, críticas...não me importava o quanto isso me custasse, mas sim pelo simples fato que seria meu espaço, meus primeiros espaços! O fato é que o espaço entre a concepção da idéia até o dia decolocá-la em prática mais de 3 anos se passaram...porém para provar que a sede jamais foi saciada aqui estou !









Espero que gostem e que me ajudem a construí-lo e sempre melhorá-lo com seus comentários!












Namastê, e o Deus que está em mim sauda o Deus que há em você








Sempre.